Mostrando postagens com marcador Noticias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Noticias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Na TV

Recentemente eu, meu pai e meu irmão concedemos uma entrevista para uma repórter na RedeTV sobre o crescimento do número de filhos que optam morar com o pai.

Veja a matéria no site da emissora clicando aqui.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Brasil, o país inacreditável

No mundo do futebol, há uma gíria que diz "tem coisas que só acontecem com o Botafogo".

Mas, esse ano vi fatos que me permitem dizer: "tem coisas que só acontecem no Brasil".

É inacreditável que aconteça uma verdadeira guerra no Congresso para votar um aumento irrisório de  7,7% aos aposentados e, dias depois, os ministros proponham um aumento de 14,09% para eles próprios.

Se aprovado, nossos pobres e canalhas ministros deixariam de ganhar apenas R$ 24,5 mil por mês e passariam a receber a bagatela de R$ 27,5 mil. Algo bem próximo à aposentadoria do seu avô não?

Mas nossos ministros do STF (Supremo Tribunal das Falcatruas Federal) são capazes de surpreender a qualquer momento.

Enrolaram, empacaram, adiaram e não decidiram se a Lei Ficha Limpa valeria para essa eleição.

Mas, a três dias da eleição os canalhas competentes ministros derrubaram uma lei aprovada há UM ANO e que obrigava os eleitores a apresentar o título de eleitor e um documento com foto para poder votar.

O objetivo alegado para apresentação dos dois documentos era combater a fraude.

Mas, em um país inacreditável como o nosso, a lei caiu na véspera da votação e agora basta apresentar um documento com foto.

Vamos fazer uma continha?

Aumento para ministros - Ficha Limpa - exigência para evitar fraudes + palhaços e criminosos candidatos + população desinteressada em política, eleição e cidadania = dia 3 de outubro, escolheremos quem vai enriquecer às nossas custas nos próximos quatro anos.

Inacreditável, tem coisas que só acontecem no Brasil.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais uma morte impressionante

Morreu nesta quarta-feira o humorista Glauco. Mais um crime que assusta pela violência, já que Glauco e o filho foram assassinados em frente à mulher e a filha do humorista. De acordo com a imprensa, os criminosos aparentavam estar drogados e até agora ninguém foi preso. Ainda há outras versões sendo apuradas, mas acredita-se que a casa de Glauco tenha sido invadida.

Fico revoltado pensando como será, de agora em diante, para as duas que viram Glauco e o filho serem mortos. Não é só a sensação de impunidade, mas também de insegurança, injustiça, medo e, mais do que isso, elas terão que conviver para sempre com as imagens de entes queridos sendo assassinados.

Elas terão que lutar contra uma mancha indelével.

Enquanto isso, os canalhas estarão a solta, ou, no máximo, atrás das grades, tendo lições sobre como realizar os crimes com mais eficiência. E ainda sob escolta de organizações que protegem os "pobres" detentos, coitados, vítimas de uma sociedade tirana que quer castrar todos as liberdades deles.

Oras, a morte não é o fim de todas as liberdades?

Por isso, a cada notícia como essa, fico com uma sensação ainda maior de impunidade, insegurança e injustiça. Os bandidos estão em todas as partes, atacam quem, como, onde e quando quiserem.

A Polícia precisa ser repensada, já está mais do que claro que o sistema atual é um grande fracasso. Não adianta ter viaturas paradas na Base esperando a ligação de uma vítima. É preciso agir para coibir a violência. É preciso ser mais rápido que os criminosos. A Polícia não serve só para investigar os crimes, ou ao menos não deveria, pois hoje parece que só serve para isso.

Os policiais precisam estar patrulhando constantemente, sempre em movimento. E não adianta uma viatura para cuidar de um bairro inteiro. É pouco. É preciso investir mais na Segurança Pública. É preciso um policiamento realmente ostensivo. Os criminosos precisam saber que se fizerem alguma coisa errada, as chances de escaparem são minímas.

Mas hoje em dia, os detentos somos nós, que temos que colocar grades nas janelas, travas nas portas, cachorros nos quintais, câmeras de vigilância, além de blindar os carros, contratar seguranças particulares... Nós é que vivemos numa cadeia, pois nós é que temos que nos preocupar com o horário de sair e de voltar. Nós é que temos que saber bem por onde andamos, pois se não, não voltamos para casa.

Enquanto nada muda, vivemos a rotina de presidiários, vendo o sol atrás das grades.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A droga da polêmica

Na quinta-feira, 25/02, a Polícia Civil de São Paulo fez uma grande operação na famosa Cracolândia, na região central da Luz, onde o consumo de crack é frequente. Segundo informações amplamente divulgadas pela imprensa, mais de 300 pessoas foram abordadas, sendo que 76 foram detidas e 250 encaminhadas para assistência social.

A ação ressaltou a polêmica dessa questão.

Em entrevista à Rádio CBN, o jurista Walter Maierovitch criticou duramente a ação policial, acusando-a de constranger os abordados e pediu para haver uma ação melhor elaborada, que diferencie usuários de traficantes.

Por outro lado, frequentemente pessoas reclamam que policiais passam pelos usuários e não fazem nada.

E a polêmica atingiu até as esferas políticas, já que o secretário municipal de Saúde, Januário Montone, chamou a operação de pirotécnica e afirmou que aumenta a discriminação aos usuários de drogas. O delegado da Polícia Civil responsável pelo centro, Aldo Galiano, rebateu a crítica e classificou a declaração de Montone como insensata. Um choque dentro da aliança PSDB - DEM.

Na minha opinião, as críticas deveriam apenas complementar a ação policial, não denigrir.

Parece até que os policiais foram tiranos ao tirar um monte de drogados do meio da rua. Será que quem passa pela região também acha isso? Será que eles estão revoltados com os policiais por prenderem mais de 70 traficantes? Será que eles estão indignados por poder, pelo menos enquanto os policiais estavam lá, caminhar pela rua sem ser abordado por alguém totalmente sem consciência dos atos, alucinada, sob efeito do crack?

Em entrevista à TV Globo, um garoto contou que se fica sem a droga, o corpo dele começa a tremer e, se não tem dinheiro para comprar mais pedras, a saída é roubar. Uma criança falou isso!

É lamentável ver esse monte de especialistas só reclamando e defendendo alguém que está fazendo uma coisa errada.

É inegável que só a ação policial não resolverá a questão. Baseado em tantas entrevistas que já ouvi sobre o assunto, acredito ser inegável a necessidade de existir um tratamento diferenciado para esses usuários, pois o crack é extremamente cruel.

Mas não dá para classificar os usuários como vítimas. Não dá para considerar uma vítima alguém que roube, machuque ou mate outra pessoa para comprar drogas. Não dá para classificar como vítima alguém que apavore os comerciantes e pedestres por fazer de tudo para comprar entorpecentes.

Mas também não podemos desprezá-los, abandoná-los e fechar os olhos para a dependência deles, pois isso também é um problema nosso.

É necessária uma ação conjunta de toda a sociedade. É preciso educar melhor os filhos - e pensar bem se tem condições de colocá-los no mundo.

É preciso uma atuação firme da Polícia para combater o tráfico de drogas.

É necessário criar uma estrutura que atenda esses dependentes. E é preciso mudar a lei, pois não dá para deixar essas pessoas decidirem se querem ser tratadas ou não. Se os entorpecentes causassem danos somente à própria saúde, aí seria outra história. Mas, alucinados, os usuários geram medo em quem passa pela região.

É um problema de toda a sociedade. E precisa ser resolvido por toda a sociedade, não basta deixar nas mãos das autoridades, ou somente criticar suas ações.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ponto de vista

Uma das áreas que acho mais fascinante e, um dia, pretendo mergulhar nesse mundo, é a psicologia. Acho sensacional poder enxergar melhor o que as pessoas querem dizer através de suas ações, gestos, olhares e expressões, e mais, quero aprender a ler as entrelinhas, entender além do que foi dito.

Vivendo e aprendendo, vou observando tudo que posso, como todo bom jornalista tem que fazer.

Essa semana, o Jornal O Estado de São Paulo deu um "furo": conseguiu obter os números da criminalidade no estado de São Paulo antes que a Secretaria de Segurança Púiblica os divulgasse oficialmente.

E a mídia toda abocanhou essa pauta. Emissoras de Rádio e TV, blogs, sites, todos aproveitaram o interessante tema.

Há alguns anos o estado vem acompanhando uma queda em alguns itens da criminalidade. Mas, em 2009, houve um recorde de roubos no estado de São Paulo, como divulgou o jornal (leia a matéria clicando aqui).

Porém, quando o Governo publicou os números, a manchete foi outra: os índices de criminalidade do 4º trimestre de 2009 confirmam tendência de queda (confira a matéria clicando aqui).

A questão que o cidadão fez após ler as duas manchete foi: "quem está certo? Quem está errado?"

Na verdade, ambos estão certos. O que diferencia os textos são os focos.

O Jornal utilizou números que realmente cresceram, como o de roubos, que subiu de 248.406 casos em 2008 para 257.004 ocorrências em 2009.

Já a Secretaria de Segurança optou por destacar os índices que apresentaram queda, como o número de carros roubados: no quarto trimestre de 2008 foram 16.647 e em 2009 foram 16.028.

Tudo depende do ponto de vista.

Como jornalistas, ou órgãos públicos, temos que mostrar os dois lado da moeda e a população tirar suas próprias conclusões.

Outro exemplo foi a conta feita hoje pela apresentadora de um programa jornalístico da Rádio Eldorado (que pertence ao mesmo grupo do Estadão). Ela fez a seguinte conta: pegou o número de assaltos e dividiu pela quantidade de dias em um ano. O resultados foi o seguinte: aproximadamente 704 roubos por dia. Um número assustador.

Mas, a apresentadora não levou em conta o seguinte detalhe: são 645 munícipios em São Paulo. Fazendo mais uma continha simples, chegamos à média de 1,09 roubos por dia em cada cidade. (704 roubos dividido pelas 645 cidades). Um número que não causa tanto impacto quanto o outro.

Tudo depende do ponto de vista. Pode ser um número assustador, terrível, ou pode ser um número que gera esperança, que mostra uma realidade possível de ser melhorada. Isso varia de acordo com a intenção de quem está escrevendo a matéria.

O que não muda de acordo com a opinião são os números. É um índice alto. Viver em São Paulo gera insegurança e, todo dia, eu olho bem para os dois lados da rua antes de abrir o portão para sair de casa.

Ando sempre olhando para todos os lados, tentando me antecipar a uma possível tentativa de assalto. E fico ainda mais preocupado pois quase não vejo viaturas perto a minha casa e sempre fico sabendo de novas vítimas de criminosos no bairro.

Um dia um fica sem carro, outro dia outro fica sem carteira e celular. Um dia uma mulher vê sua bolsa sendo levada, no outro dia um imóvel é invadido. E não estou inventando histórias. Um dia foi a minha noiva que ficou sem a bolsa. Outro dia foi a escola onde minha mãe trabalha que foi invadida. Um dia fui eu quem ficou sem celular. Outro dia foi a chefe da minha mãe que teve o carro roubado.

A Polícia parece não saber como agir para prevenir o crime, pois ela sempre chega depois.

A população não acredita que terá seu bem devolvido e muito menos que o criminoso será preso.

Enquanto isso, os jornais estampam o caos e o Governo espalha a esperança.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boris e os garis

No final de 2009, Boris Casoy cometeu uma gafe ridícula no Jornal da Bandeirantes ao insultar os garis. No dia seguinte, 25 de dezembro, pediu desculpas pelas palavras ingratas.

Pouco valeram as desculpas de Boris, pois agora a sociedade inteira já sabe o que ele pensa sobre essa profissão tão desvalorizada, mas tão necessária para as cidades. Errar é humano e todos estamos sujeitos ao erro, mas alguns casos, como esse, merecem uma atenção maior.

É lamentável que o apresentador de um Jornal com grande audiência fale uma coisa dessas, apesar de ter sido feito "fora do ar" (quando ele não deveria estar sendo visto ou ouvido pelo público). Jornalista experiente que é (e pelo pouco que conheço da longa carreira jornalística de Boris), acredito que dificilmente ele falaria uma coisa dessas enquanto soubesse que estava sendo filmado.

Ele pode ter a opinião que quiser sobre qualquer assunto, como cada um de nós temos essa liberdade, mesmo que discordemos de algumas opniões (como discordo e lamento pelo que foi dito). Cada um tem o direito de gostar ou não, apreciar ou não e admirar ou não qualquer profissão, pessoa ou objeto. O problema é desrespeitar as diferenças e divulgar um comentário preconceituoso e ofensivo, principalmente para um jornalista.

Nós, jornalistas, quando publicamos um texto ou damos nossa opinião na rádio ou TV, estamos sendo ouvidos/vistos/lidos por outras pessoas, somos formadores de opiniões. Qualquer palavra errada pode causar consequências gravíssimas e não há como "voltar atrás", exatamente como nesse caso.

É lamentável alguém debochar ou humilhar um profissional por causa de suas funções. Todo trabalhador merece ser respeitado, não importa o cargo ou tarefas a cumprir.

Passada uma semana após o lamentável comentário, os debates ainda continuam.

Em seu blog, a jornalista Barbara Gancia defendeu o colega Boris Casoy explorando o fato de que as câmeras e microfone deveriam estar desligados, mas foi repudiada por muitos leitores. Enquanto isso, os Sindicatos que representam os garis já estão movendo ações contra o jornalista.

A polêmica deve continuar ainda por algum tempo e Boris deve sofrer uam punição por causa das palavras infelizes, porém, alguns fatos devem ser observados:

- Todas as profissões têm sua importância para a sociedade, sem excessões.

- Há preconceito contra diversas profissões (garis, lixeiros, cabeleireiros, jogadores de futebol, motoboys, modelos e etc...) e a sociedade, que tanto passa a idéia de nojo a esse pensamento discriminatório, pouco faz para mudar esse cenário. Praticamente todas as pessoas fazem comentários preconceituosos com relação a alguma profissão.

- Somente "malhar" quem faz algum comentário preconceituoso pouco melhora a situação. É necessário ensinar as pessoas a respeitar as diferentes profissões.

De nada vai adiantar o falso moralismo se o verdadeiro respeito e ética não forem prioridade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma sociedade às avessas

O micro vestido continua dando "pano para a manga". Os debates em torno da garota que parou uma faculdade e foi destaque em diversos jornais e programas de TV e Rádio continuam dividindo opiniões.

Alguns acham que a garota exagerou e recebeu uma recompensa merecida pela escolha, alegando que não se usa aquele tipo de roupa em uma universidade. Outros acham que os manifestantes exageraram e estrapolaram qualquer limite moral, defendendo que a garota não fez nada de errado.

E haja espaço na mídia para isso. E haja argumento defendendo ou acusando ambas as partes.

Mas meu questionamento não é se ela está certa ou errada, ou se os que protestaram estavam corretos. Eu gostaria de saber mesmo é por que tanto barulho, tanta revolta por causa de um vestido, mas nenhuma manifestação contra os mensalões e outros atos muito piores do que uma roupa ousada ou inadequada.

Por que aquelas pessoas não protestam contra os estupradores, os traficantes, os assaltantes?

Por que esses que se manifestaram contra a garota não fazem uma "rebelião" contra os salários astronômicos dos parlamentares?

Por que aqueles que xingaram a estudante não protestam contra o descaso dos Governos com a Saúde, Educação, Meio Ambiente e Segurança?

Com certeza todas essas questões são muito mais importantes e fundamentais para a vida de qualquer cidadão do que o fato ocorrido na UNIBAN.

Mas, em uma sociedade conformada e fútil, são poucos que realmente se preocupam com a cidadania.

Seria cômico, se não fosse trágico, perguntar para uma pessoa em quais candidatos ela votou na última eleição e ela não ter uma resposta, mas, essa mesma pessoa argumentar com precisão e diversos motivos, por que votou no "fulano" e não no "ciclano" para que ele fosse eliminado do programa "X"...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Violência na UNIBAN em São Paulo

Nesse finzinho de semana, São Paulo foi completamente dominada pela repercussão do tumulto que uma garota causou na unidade São Bernardo da UNIBAN.

Tudo aconteceu simplesmente por que ela foi com um vestido curto para a universidade. Os "machos" sedentos por sexo e desequilibrados mentalmente e "hormonalmente" ficaram insanos com o que viram. Muitas garotas, talvez com inveja, ou com excesso de maldade, debochavam e aumentavam o coro contra a estudante. A garota, temerosa, trancou-se em uma sala e chamou a Polícia, que a escoltou até chegar em casa. Caso contrário, acredito que ela não chegaria inteira (ou até viva) em casa.

Essa fato só mostra bem o quanto a sociedade precisa evoluir.

Não concordo que ela tenha ido com uma roupa adequada à universidade. Acho que com o vestido que ela usava, ela chamaria muita atenção e certamente ouviria cantadas (muitas mal-educadas). Porém, essa é a minha opinião, o que está longe de ser "A verdade" e, em hipótese nenhuma quero determinar qual a roupa ideal para ir estudar, pelo contrário, defendo que cada um se vista do jeito que goste. Simplesmente acredito que aquele tipo de roupa não combina com sala de aula, só isso.

Mas, isso e nenhum outro argumento justificam os xingamentos e a agressão psicológica aos quais a jovem foi submetida.

É lamentável ver uma multidão xingando a moça por isso. É falta de educação, de inteligência e de respeito pela opinião do próximo.

Se ela, ou qualquer outra pessoa do planeta, opta por se vestir até a cabeça ou então usar roupas que são minúsculas e provocantes, essa é uma escolha particular, individual, concordemos ou não. Cada um tem um gosto, um estilo. Não devemos humilhar as pessoas por que não concordamos com algo. Se haverá comentários, isso é opção de cada um. Comente com a amiga, com o irmão, com os pais. Critique, elogie, opine, mas com respeito à decisão do próximo.

É triste saber que as pessoas não podem ter um estilo, pois correm o risco de serem humilhadas a qualquer momento.

Às vezes, parece que respeitar o próximo é missão impossível para alguns vândalos e vândalas que não conseguem nem se controlar.

Quem sabe, um dia, não conseguiremos viver em uma sociedade que respeite as diferenças...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Chip nos carros

Hoje (28/10) ouvi uma entrevista na Rádio CBN com Ciro Vidal, presidente da Comissão de Trânsito da OAB, reclamando da implantação dos chips de identificação nos carros. Os chips trarão informações sobre licenciamento, multas, IPVA e Inspeção Veicular.

Para Vidal, é mais um modo do Estado controlar o cidadão.

Sinceramente, acho ótima essa idéia do Governo Federal. É mais fácil assim encontrar os veículos irregulares, motoristas que não pagam multas ou que tiveram os veículos reprovados na inspeção veicular. Acho uma boa iniciativa e vejo esse "controle" do cidadão como algo positivo, afinal, se ele estiver com as contas em dia, não haverá problemas.

E quem sabe, esse aparelho não ajude a localizar veículos roubados?

A minha dúvida é com relação à fiscalização, afinal, como será feita? Haverá radares que captam as informações do chip?

Mas, de qualquer modo, é uma boa iniciativa e acho válido que façam a experiência.

Se a reclamação é sobre o "controle sobre o cidadão", pergunto: para que serve o Governo, se não orientar os cidadãos, cuidar para que não haja problemas para a sociedade e impor limites que garantam a privacidade e o direito dos outros? Vejo nessa medida uma boa oportunidade para combater os "espertões", que não estão nem aí para as regras e leis.

Só não gostei muito da idéia de que o cidadão é quem terá que pagar pelo chip. O proprietário do veículo já tem que pagar IPVA, licenciamento, inspeção veicular e agora terá que bancar a implantação do equipamento? Bem que poderia haver um desconto em um desses impostos...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A piada do dia

Nosso cenário político não só é recheado de escândalos, mas também de boas piadas. Algo para equilibrar: ficamos revoltados com o mensalão, mas, dia sim dia não, sabemos de algo que nos tira pelo menos uma pontinha de risada.

Nossa última eleição foi um festival de candidatos ao título de mais "bizarro". Tivemos candidatos como a Lacraia, o Chupa Dedo, além de um verdadeiro Zoológico. Isso em contar nos mais famoosos: Clodovil, Serginho Malandro, Agnaldo Timóteo, Ovelha...

A cerca de um ano das novas eleições, já temos novos candidatos fortissímos.

Se depender do gosto público, ele já pode preparar a conta bancária, digo, a cadeira parlamentar. Kléber Bambam, vencedor de algum BBB, quer ser deputado. Agora sim eu vejo que aquele ditado é verdadeiro: quanto mais dinheiro temos, mais queremos ter.

Quem também quer ser uma milionária é a Mulher Melão. Se tudo termina em pizza no nosso circo político, nada melhor do que uma fruta para fechar o dia. Faz sentido.

Mas não para por aqui não. Com um olho em um futuro tranquilo, o "profexô" Luxemburgo, técnico hoje do Santos e amanhã do Palmeiras (ou vice-versa), já flerta com a possibilidade de trocar a estressante e instável profissão de técnico para tornar-se um político. Pelas polêmicas em que já se envolveu, tem um currículo forte para ser eleito.

Qual será a próxima piada? Vampeta para vereador?

terça-feira, 21 de julho de 2009

E o trânsito? Gosta de música?

A Prefeitura de São Paulo está irredútivel. Na próxima semana, entra em vigor o projeto de restrição aos fretados.

O secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, garantiu: o trânsito vai ficar melhor.

Quero só ver. Já tenho até um título pensado para comentar sobre o assunto e espero, sinceramente, não ter que usá-lo. Mas diante do que tenho escutado, acho que em breve vem o post comentando sobre a cidade parada... Prepare seu rádio, MP3, Ipod, celular que toca música. Escolha bem o repertório, por que tempo, provavelmente, não faltará para ouvir suas músicas preferidas.

Ah, e na Berrini, uma avenida que tem um congestionamento assustador nos horários de pico, também tem novidades: diminuição de vagas da zona azul.

Ou seja: proibem os fretados e diminuem as vagas para estacionar os carros.

Previsão: mais congestionamento, briga ferrenha por uma vaguinha, estacionamentos que cobram "os dois olhos" e ônibus superlotados (esse fato, na verdade, já existe há muito tempo... Só acho que vai piorar um pouquinho mais e os ônibus vão ficar só um pouquinho mais cheios - no espaço entre a cabeça e o teto acho que cabem umas 10 pessoas).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A droga e o legal

Gabriel, "o Pensador", fez sucesso com a música "Maresia". Desde pequeno adoro essa "obra". E tem um trecho que eu nunca esqueço, por ser tão verdadeiro, tão real e atual, mesmo tendo sido cantada pela primeira vez há mais de uma década.

"Eles querem acabar com a violência, mas a paz é contra lei e a lei é contra a paz".

Verdadeiro demais.

Essa semana as rádios de São Paulo estão dando uma blitz na Cracolândia (para quem não é paulista, a "Cracolândia" é um bairro da região central da cidade chamado "Luz", mas devido à quantidade de usuários de drogas, tornou-se conhecida como "Cracolândia"). Essa semana deve ter mais jornalistas, repórteres e câmeras do que usuários an região. As principais emissoras estão "metralhando" as autoridades pelo aparente conformismo.

Vendo e ouvindo tantas notícias sobre o assunto, percebi muita gente reclamando: "Os caras usam droga o dia inteiro, no meio da rua. A Polícia passa e não faz nada". Os policiais se defendem com a seguinte argumentação:

- Quando o sujeito é flagrado usando a droga, ele é preso e autuado. Porém, usar drogas não é tráfico, então pode ser paga uma fiança e o sujeito está livre. Essa foi a explicação do delegado Aldo Galeano Junior, titular da 1ª Delegacia Seccional, à Rádio CBN.

Até aí, está tudo explicado (embora eu não concorde, mas essa é a resposta para o problema). Porém, minha dúvida vai além e eu fico realmente confuso com essa lei.

Afinal, se é proibido vender drogas, por que é permitido consumir? Ou, se é permitido usar drogas, por que é proibido vender?

Se algo é proibido de ser vendido, deveria ser proibido de ser consumido.

Se algo pode ser consumido, então que seja liberado para ser vendido.

Entendeu? Você pode consumir algo que é proibido de ser vendido e, se for pêgo em flagrante, (EM FLAGRANTE) a punição é financeira. Se os policiais chegarem e você não estiver consumindo, já era a prisão... O próprio delegado falou isso! Aldo disse que, como andam em grupos grandes, quando os usuários percebem a aproximação policial, eles jogam a droga no chão e pronto: não tem como provar que o indíviduo estava fumando crack... Vai entender essa lei...

Que fique claro: sou totalmente contrário às drogas. Na minha opinião, se não tem um uso médico, que o tal produto não seja comercializado e, se alguém for pêgo consumindo, que seja preso. O traficante só é traficante por que ele tem para quem vender, se não tivesse o comprador, ele não iria ser traficante... Se não tivesse traficante, muitas menininhas não precisariam se prostituir para poder comprar mais pedras... É um efeito óbvio...

O questionamento é: por que não simplificamos? Se a droga fosse proibida de ser vendida e proibida de ser consumida, a região central de São Paulo não seria chamada de Cracolândia, pois não teríamos usuários espalhados pelas ruas, atormentando os moradores da região e também quem passa pelo local. A polícia poderia chegar e prender. Ponto final.

Quem sofre é a população, que é assaltada para que os usuários possam comprar mais drogas, que não consegue dormir em paz por que tem um monte de gente fazendo baderna nas ruas, que não consegue chegar em casa tranquilamente, pois há um monte de pessoas, literalmente, sem noção do que estão fazendo - e aí, um é agredido, outro roubado, outra abusada sexualmente...

Nem cogito a idéia de liberar as drogas, isso seria um caos...

Ah, claro, muitos especialistas criticaram as autoridades, cobrando tratamento para esses usuários. Como se o problema fosse a falta de programas para livrar um viciado do mundo das drogas... E vale lembrar: para conseguir droga, o cara tem que pagar, ou seja, ele te que tirar dinheiro de algum lugar, nada é de graça. Difícil acreditar que os usuários são pobres coitados vítimas do tiranismo dos traficantes... Eles quiseram comprar drogas. Isso, óbvio, não elimina das autoridades a responsabilidade de elaborar um trabalho decente de ajuda à essas pessoas. Não basta pegar a turma, jogar dentro de uma van, levar para um albergue (se o nome já é feio, imagine como é lá dentro) e pronto. Tem que ter um acompanhamento, um trabalho de resocialização... Coisas que não vemos nos governos...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rapidinhas da semana

- E a culpa é do... Morto! A culpa pela morte de 199 passageiros na queda de um avião da TAM em 2007, em São Paulo, é do comandante que errou pois estava com medo de pousar. Essa é a conclusão da Aeronáutica e divulgada pela Globo. Não tenho como afirmar que a conclusão é certa ou errada, pois não participo dessas investigações nem tenho detalhes. Mas, na época do acidente, já comentava com "minha turma": a culpa será do morto... É óbvio... Como sempre...

- Justiça concede liminar suspendendo parte da lei antifumo em São Paulo: A medida volta a liberar os fumódromos e tira a obrigação dos proprietários de fiscalizar seu estabelecimento. Uma derrota para quem não está a fim de se matar, mas que pode ter uma reviravolta, se o Supremo Tribunal Federal (o mesmo que tirou o valor do diploma dos jornalistas) assim o quiser... Haja oração!

- Prefeitura de São Paulo vai restringir tráfego de ônibus fretado na cidade: Um dos argumentos para proibir os fretados em determinadas regiões é a clandestinidade... Ou seja: é mais fácil proibir esses ônibus do que fazer uma rígida fiscalização... É mais fácil superlotar os superlotados ônibus, trens e metrô, e aumentar a poluição do que combater a clandestinidade... Vai entender o que eles pensam...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Qualquer um pode ser jornalista?

Essa semana o STF determinou que para exercer a profissão de jornalista, não será mais exigido o diploma. Isso possibilita a qualquer pessoa se tornar um repórter, por exemplo, sem ter cursado a faculdade de jornalismo.

Mas isso é justo e responsável? Você aceitaria ser operado por um cirurgião que não passou nem perto do curso de medicina? Você concoradaria que seu filho tivesse aula de matemática com um professor que nunca foi à universidade? O caso é semelhante com o jornalismo.

Ser jornalista não é só escrever bem ou ser curioso. É muito mais. É ter um compromisso com a população, uma relação ética de vigilância do poder, de prestação de serviços, de orientação e informação. É saber observar a realidade, buscar vários aspectos e visões sobre um mesmo fato, analisar sua relevância à população, apurar tudo o que foi observado e, então, transformá-lo em uma matéria.

O jornalista tem que saber o que, como, quando, por que e para quem divulgar a notícia. Ele tem que observar como vai escrever algo para um determinado público. E isso não é ensinado nas escolas ou em outros cursos.

Lembra do Sérgio Moraes, que afirmou "estar se lixando par a opinião pública" e disse "até por que parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, a gente se reelege"? Pois é... Ele não é o único a tentar desmoralizar os jornalistas...

A decisão do Supremo Tribunal Federal é uma ofensa aos jornalistas, aos estudantes de jornalismo e àqueles que acompanham, precisam e vivem do jornalismo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O sentimento ignorado

Essa semana o principal assunto pelo mundo foi o sumiço do avião da AirFrance. Mais de 200 pessoas desapareceram junto da aeronave no meio do oceano Atlântico.

O que sumiu também foi a rara e dificilmente vista ética jornalística. Parece que muitos "profissionais" nem sabem o que é isso.

Vi na terça-feira uma reportagem da TV Record com as pessoas que escaparam da morte: passageiros que iriam embarcar no vôo 447 mas, por algum motivo, não foram.

Mas, peraí.

Como um jornalista pode afirmar que pessoas escaparam da morte se não se sabe o que aconteceu com o avião? Pior: como um representante da profissão que leva informação à todas as pessoas do planeta pode afirmar que as pessoas escaparam da morte se não se sabe como estão os passageiros?

Oras, muitos podem questionar: então você acredita que após quase uma semana de desaparecimento, ainda pode haver sobreviventes? Lógico, até que me provem que todos os corpos foram encontrados e que a causa do sumiço do avião seja explicada. Até lá, o jornalista não pode (poderia), em hipótese alguma afirmar que "fulano escapou da morte pois a mãe dele falou que não era para ele viajar".

Afinal, "do outro lado da moeda" estão os familiares dos passageiros. Eles têm sentimentos e esperanças. Por que o parente dele não estaria vivo? O avião pode ter desviado da rota devido ao mau tempo e fez um pouso de emrgência em uma ilha.

"Ah, você está brincando... Acredita mesmo nessa hipótose?". Não, não acredito, mas como jornalista, não posso afirmar o que aconteceu sem saber o que de fato ocorreu. Até que sejam provadas as mortes e a causa do sumiço do avião, TODAS as hipóteses são válidas.

Uma pena ver na TV, nos rádios e jornais pessoas que não tem o mínimo de consideração e respeito pelo sentimento dos outros.

Que fique claro: a intenção não é dar esperanças aos parentes dos passageiros, mas apenas fazer um jornalismo que respeite cada indivíduo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Falando em protesto

Nos últimos dois posts o tema era protesto. No primeiro, uma comunidade se revoltou com a prisão de três rapazes acusados de estarem ligados ao tráfico de drogas. A rebelião resultou em confronto com a Polícia, 4 veículos queimados, motoristas assaltados e um cenário de guerra nas ruas. 

No outro, alunos da escola estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca, quebraram janelas do colégio após uma ação da Polícia Militar. As informações a seguir foram encontradas na Rádio CBN e no Jornal da Tarde. Os PMs foram chamados pela direção da escola sob a alegação de que dois alunos de outro período tinham invadido a escola e estavam usando drogas no pátio. A Polícia usou gás lacrimogêneo e os garotos alegaram ter sido espancados. A notícia deixou os colegas revoltados e o quebra-quebra começou.



Mais uma vez, um protesto contra ação dos policiais. Mais uma vez, o final é vandalismo.

Por que essa guerra entre população e Estado?  O que acontece, ou não, para tanta revolta?

Na minha opinião, cenas como essas acontecem nas escolas por falta de punição e interação com alunos.

É incrível a sensação de impunidade aos alunos. Pseudo-estudantes dão tapas, socos, ameaçam verbalmente, apontam armas aos professores e o que acontece? Punição máxima: o aluno é transferido de escola. Uma "punição" ridícula e que não mete medo nem em alunos do primário.

Outro problema é a falta de interatividade entre o aluno e a escola. Não há atividades que estimulem o aluno a gostar de estar na escola. É um relacionamento: finge que aprende e eu finjo que ensino. E isso é bem claro ao observar o resultado da avaliação dos alunos no Saresp. O principal estado do país tem alunos que mal conseguem tirar nota 5. E o que é feito para acabar com esse problema? 

Agora o Governo Serra lançou um programa de capacitação dos professores. Para ingressar na rede pública de ensino, o candidato terá que passar por um concurso e, se passar, terá pela frente um período de 4 meses de treinamento. Então poderá lecionar. Uma ótima medida, afinal, para ensinar algo o professor tem que dominar o assunto. Porém, essa medida soa mais como "combater o mal pelas folhas". A raíz permanece "intocada".

Para começar, falta segurança para professores. Dar aulas em escolas públicas é uma aventura. A punição para o desrespeito aos professores deveria ser realmente punitiva e que ajudasse o aluno a corrigir a postura, não somente transferir o problema para outra escola. Uma das medidas poderia ser o trabalho comunitário. Outra, dependendo da violência, a detenção na Fundação CASA.

Paralelo a isso, o sistema de ensino deve mudar. Só repetir no aluno o final de cada ciclo é piada de mau-gosto. É necessário um sistema que realmente avalie e, quem não tiver aprendido o conteúdo básico do ano letivo, que o faça novamente. Aulas de reforço também devem ser feitas com frequência.

Além do mais, é necessário maior interação com os alunos. Realizar torneios e campeonatos, como as Olimpiadas da Matemática, é uma forma de incentivar o estudo. Dar mais opções de leitura e acessibilidade ao aluno é outra maneira de fazer o aluno ver que a escola é um lugar onde ele realmente vá aprender algo útil.

Mas o problema não é somente do Governo. Os alunos são desinteressados, não estão preocupados em aprender e não entendem que as janelas e carteiras que eles destrõem são pagos com os impostos que os pais deles pagam. Aliás, os pais também são culpados, pois não dão atenção e educação aos filhos.

O problema só vai ser solucionado com uma reciclagem da sociedade. Governo e "cidadãos" precisam mudar o comportamento, ou a tendência é que as revoltas sejam cada vez mais violentas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Violência em São Paulo

A noite de quarta-feira na Penha, zona lesta de São Paulo, foi bem violenta.

Após uma ação policial que prendeu um rapaz acusado de tráfico de drogas no final da tarde, um ônibus foi roubado e a Polícia teve que agir novamente.

O ônibus, um microônibus e um caminhão foram incendiados por protestantes, que entraram em confronto com os militares.


Imagem da Globo.com

A Polícia alega ter sido agredida com pedradas e pauladas e afirma que o assalto aos passageiros do ônibus não teve relação com a prisão do jovem de 18 anos.

A população reclama da ação dos policiais que, segundo os moradores, chegou empurrando todo mundo, chutando portas e passando a impressão de que todos na comunidade eram ladrões. E defendem que o jovem preso não tem relação com o tráfico.


Imagem da Globo.com

Mais uma vez São Paulo assiste a uma guerra entre policiais e moradores. O confronto poderia ter sido pior, pois o fogo dos ônibus incendiados acertou a fiação elétrica, que deixou o bairro da Penha sem luz, além de ter se espalhado até poucos metros de um posto de combustível. Para complicar ainda mais, motoristas que passavam pela região foram assaltados.

Um conflito que retrata os dois lados da mesma moeda:

A população reclama da ação da polícia alegando abuso da força, mas quando chegaram no local, os militares foram recebidos com pedradas e pauladas. Além disso, os assaltos aos motoristas que estavam parados no congestionamento e o assalto aos passageiros de um dos ônibus que foi queimado deixam no ar a pergunta: A população é tão inocente quanto parece nas declarações? Será que os policiais realmente exageraram no uso da força? E o dono do caminhão incendiado, quem vai pagar?

Claro, a Polícia não é santa. Exemplo disso é que nessa mesma noite, pouco depois da guerra na zona leste, na zona sul um policial da reserva da PM dirigia aparentemente embriagado, de acordo com as vitímas. Ele bateu em três veículos, fugiu e só parou na última colisão, quando se machucou bastante.

Esses probemas mostram que autoridades e população ainda não falam a mesma língua. As medidas de prevenção e combate ao crime ainda precisam ser muito melhoradas, pois apesar da queda dos indíces de criminalidade em São Paulo, a sensação de insegurança ainda é enorme. Já a população precisa aprender que os policiais não devem chegar na comunidade distribuindo doces e brinquedos aos moradores. 

Além do que, protestar queimando ônibus e assaltando motoristas não ajuda em nada. A Polícia tem como missão ajudar e proteger a população, e é pra isso que eles são treinados e precisam pôr em prática com mais eficiência. Mas a população também precisa começar a ajudar a Polícia e, mais do que isso, se ajudar.

Atualização: Um detalhe bem visto pela Paula que não foi citado no post é que a ausência do Estado abre espaço para que outras organizações tomem a liderança de uma comunidade. O fato de os moradores terem ficado contra a Polícia é uma derrota enorme para o Estado. Afinal, quais são as condições de vida naquela região? Qual a atenção dedicada pelo Governo às pessoas que vivem ali? O saneamento básico atende a todos? Há patrulhamento policial eficiente e constante lá? Há assistência social, atendimento às necessidades da comunidade? Dificil conseguir responder "sim" para alguma das últimas perguntas e mais difícil ainda é encontrar uma resposta satisfatória para as outras questões. A ausência do Estado, as falhas no sitema de educação, saúde/saneamento e segurança, básico para um Estado que é o motor de um dos países em crescimento, são gritantes não somente na Penha, mas em grande parte dos bairros de São Paulo.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Orgia aérea

Que maravilha são os políticos brasileiros!

Vou só colocar algumas frases nesse post que já falam bastante sobre o caráter das "autoridades" brasileiras. O tema é o uso do dinheiro público com passagens aéreas.



Folha de São Paulo: A expectativa é que a Câmara recue na decisão de legalizar a utilização da cota de passagens aéreas dos parlamentares por seus parentes e terceiros. Temer quer permitir que somente os próprios deputados tenham direito a utilizar bilhetes aéreos pagos pela Casa. Em entrevista à "TV Globo", nesta terça-feira (21/04), o deputado defendeu o fim da utilização das passagens por parentes dos parlamentares.

___________________________________________________________

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), anunciou nesta quarta-feira (22/04) novas restrições para o uso de cota de passagens aéreas por parlamentares da Casa. Segundo ele, ficou definido que os bilhetes só poderão ser emitidos em nome dos deputados ou de um assessor credenciado, que precisará de autorização da Terceira Secretaria para viajar.

A Casa decidiu ainda que as passagens só poderão ser utilizadas no Brasil e com viagens relacionadas ao mandato do parlamentar.

Se a cota não for utilizada em sua totalidade, o crédito retorna imediatamente para a Câmara. Ficou definido ainda que os parlamentares terão que disponibilizar na internet toda a movimentação da cota de passagens, informando, por exemplo, o trecho utilizado.
A Mesa Diretora estabeleceu ainda que os deputados interessados em viajar ao exterior para alguma atividade parlamentar terão que pedir autorização para a Terceira Secretaria e justificar. Serão permitidas presenças em congressos e seminários.

Temer afirmou que não houve consenso para o corte de 50% no valor da cota de passagens, e que o assunto ainda voltará a ser debatido. Por enquanto, será mantido o corte de 20%.

__________________________________________________________

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), decidiu submeter as mudanças no uso da cota de passagens aéreas dos deputados ao plenário da Casa. O recuo ocorre um dia depois de Temer anunciar as medidas, que geraram fortes críticas dos deputados.

O projeto de resolução trará as medidas anunciadas ontem, como restringir o uso da cota da passagem ao deputado e assessores credenciados. As viagens ao exterior precisarão ser autorizadas pela terceira secretaria da Câmara. Os gastos com passagens passarão a ser divulgados na internet. Os créditos de passagens não utilizadas retornarão para a Casa. "

_____________________________________________________________

Entre as muitas reações às medidas anunciadas pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), contra a "farra das passagens", a do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi a mais "raivosa". Indignado, ele chamou colegas de "babacas" e falou palavrões enquanto conversava com jornalistas.

Ciro, ex-candidato a presidente da República, repetiu por diversas vezes aos jornalistas que creditavam a informação ao Ministério Público: "Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados". "Pode escrever o caralho aí", disse.

__________________________________________________________

Marta Suplicy: Relaxa e goza

Deputado Antônio Carlos Pannuzio (PSDB-SP) : Por exemplo, minha mulher se aposentou e veio morar comigo em Brasília. Para mim é muito importante que ela possa continuar vindo comigo, nós temos família, nós temos filhos.

Marta Suplicy: Relaxa e goza

Deputado Sílvio Costa (PMN-PE): Eu sou casado há 30 anos. Então, de repente eu vou passar aqui 30 dias. Então minha mulher vai ficar lá 30 dias e somente eu para cá.

Marta Suplicy: Relaxa e goza

Folha de São Paulo: O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), admitiu que há um estudo para elevar os vencimentos dos parlamentares. Uma das propostas passa os salários dos congressistas de R$ 16,5 mil para R$ 24,5 mil e estaria condicionada à criação de uma cota única que incluiria todos os benefícios e auxílios recebidos pelos parlamentares e a votação de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que impedisse o chamado efeito cascata --desvinculando os salários dos deputados federais dos legislativos estaduais e municipais.

Marta Suplicy: Relaxa e goza

______________________________________________________________

Ressalto que os trechos acima não seguem uma ordem cronológica e foram retirados de várias matérias, que podem ser consultadas clicando nos links inseridos no texto.

Agora, vamos a uma breve análise dos trechos:

* Não sou contra usar o dinheiro público para pagar viagens A TRABALHO dos políticos. Exclusivamente dos políticos. E que estão viajando para trabalhar.

* Se o senhor deputado, vereador ou seja lá qual político for, tem família (esposa, filhos, pai, mãe, irmãos ou tia) não interessa. Nós elegemos um político e não a família dele. Se ele quer levar a família para o ambiente de trabalho, que pague do próprio bolso, afinal, como pode ser observado no último trecho da Folha, um salário de R$16,5 mil dá para pagar várias passagens de primeira classe para a família inteira. E não precisa de reajuste nenhum. Ganhar R$ 24 mil para quê? Prove que um deputado precisa desse salário para poder exercer bem o cargo. Prove que todo esse dinheiro é realmente necessário. Eles já têm tantos benefícios. Ganhar um salário desses é ofender a inteligência do cidadão.

* Agora dá para entender a declaração de Marta... Com todas as passagens sendo pagas pelo povão, relaxa e goza companheiro, não stressa não. Se não der pra ir nesse vôo, vai no outro... Não tem problema não... E se você não conseguir comprar uma passagem, pede pro seu deputado. Ele pode te dar uma... Ou duas, se você precisar (quiser) levar a mãe, ou a namorada...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sapatada

Se vocês já viram o que de tão inusitado aconteceu esse final de semana com o presidente dos Estados Unidos, George Bush, leia aqui, que é de onde as fotos abaixo foram tiradas.

Com todo o respeito, uma sapatada merecida. Não creio que a violência seja uma solução para qualquer tipo de problema, mas não serei hipócrita de condenar a atitude do repórter 9e não é por que ele é jornalista...).

O Bush irá pagar para sempre pela administração desastrosa durante esses 8 anos de presidência. O que será lembrado dessa gestão?

- Hegemonia americana estremecida e enfraquecida após o ataque ao World Trade Center e a não captura e punição dos coordenadores do ataque;

- Invasão do Iraque: milhares de mortos (americanos e iraquianos, entre outros), uma ação atrapalhada do exército e um "motivo" que foi desmentido por todas as investigações (o Iraque não tinha armas de destruição em massa);

- Confrontos com lideranças internacionais, como Hugo Cháves;

- Crise econômica mundial.

Ou seja, será lembrado como um presidente que mais atrapalhou do que contribuiu.

Que Barack Obama seja um bom presidente. Para isso, basta tomar o governo Bush como exemplo e NÃO FAZER 99% das coisas que foram feitas desde a virada do milênio. Que as lições sejam aprendidas e os mesmos erros não sejam cometidos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

(Des)Educação

Depois de um breve sumiço devido à causas maiores (diga-se de passagem, conexão), cá estou novamente. E mantenho minha semana crítica.

Foi aprovado um projeto que cria cotas de 50% de vagas para alunos do ensino público em universidades federais.

Desculpem, mas é um projeto ridículo, que, como afirmou a revista IstoÉ, é uma punição ao mérito e à competência. É uma solução preguiçosa e fraca para as autoridades fingirem que estão preocupados com a questão da educação.

Justifico por que acredito nisso.

Imagine a seguinte situação. Você está construindo uma casa. Você encontrou um terreno, mas não construiu uma boa base e ergueu sua casinha em cima da areia mesmo, sem as devidas ações para dar segurança ao alicerce do seu futuro lar. Você sabe o que acontecerá depois que sua casa estiver construída? Irá desabar, pois a base é fraca, não aguenta a construção. Simples e óbvio assim.

E é isso o que estão fazendo com o ensino público. Ao invés de elaborarem mudanças eficientes no ensino básico e fundamental, que efetivamente melhorariam a qualidade do ensino, preferem o mais fácil, apenas abrir vagas para esses estudantes.

E quem teve um bom ensino básico será punido, pois perde vagas nas melhores universidades. Uma decisão imbecil das "autoridades". A mudança tem que começar na base. O problema são as séries iniciais. É inadmissível um garoto de 10 anos não saber escrever o próprio nome, não saber quem descobriu o Brasil ou quanto é 5+6. E sabe o que é pior? É que mesmo sem saber nada disso, ele será promovido à série seguinte e assim irá até sair da escola.

Agora, voltemos a imaginar uma situação. Imagine que esse estudante, que não sabe quanto é 5+6, entrará na faculdade de engenharia... Ou aquele que não sabe escrever o próprio nome ingressará na faculdade de jornalismo. E esse aluno que não sabe nem quem é Isaac Newton, irá passar na faculdade de direito. Ah, imagine que um desses decida entrar na faculdade de medicina...

Legal né?? Parabéns senhores políticos!