quinta-feira, 10 de abril de 2008

O caso Isabella - Precauções

A morte da garota Isabella Nardoni, de 5 anos, continua intrigando a população e as autoridades. O assunto do momento (nos últimos 12 dias, é uma das noticias mais divulgadas pelas emissoras de TV e Rádio) ganha novos ingredientes a cada dia e a imprensa, sedenta por informações e "furos de reportagem", acompanha as investigações 24 horas por dia.
O pai e a madrasta da criança, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, continuam presos. Os advogados do casal já entraram com o pedido de habeas corpus, mas não obtiveram resposta. Eles continuam sendo os principais suspeitos de terem cometido o crime. 41 pessoas já prestaram depoimentos e a policia alega que 70% do cenário do crime já foi montado.
A expectativa para o desfecho do caso cerca a sociedade em todas as suas "partições". O importante, nesse momento, é não tirar conclusões precipitadas, pois as investigações ainda não terminaram e uma pista pode mudar todo o rumo das investigações. Que a justiça seja feita e o criminoso seja punido. Um crime como esse não pode ficar sem solução e sem punição. Aliás, nenhum crime deveria, mas devido a falhas na legislação, muitos criminosos continuam "perambulando" pelas ruas enquanto aguardam, há anos, o julgamento ou a conclusão do caso. A imprensa deve cobrir e cobrar esses casos e somente deixar o assunto "morrer" depois que tudo for resolvido.
O que não pode é deixar a "peteca cair". O que aconteceu com Pedro Baracat, o promotor que matou com dez tiros um motoqueiro que supostamente (nada foi provado) queria assaltá-lo? E com Thales Ferri, outro promotor, que matou um rapaz no litoral, há alguns anos, por causa de uma briga? É dever da imprensa informar a população e fiscalizar o poder, cobrar das autoridades que as leis sejam seguidas, que os criminosos seja punidos e que os cidadãos sejam respeitados.

6 comentários:

Juliana Petroni disse...

É dever social do profissional de jornalismo informar. Porém muitos dotados de sensacionalismo levam certos casos ao extremo, as investigações devem ser feitas e soluções cobradas, mas quantas crianças sofrem agressões em nosso país e não entram nem ao menos nos números de estatísticas?

Bjos

Ju Petroni

Susanna Martins disse...

É triste o número de mortos com suspeitas de assassinatos, e a impressa onde está? Investigando um caso, um único caso.
Infelizmente ninguém é perfeito, quando surge um assunto que "cai na boca do povo" os olhos da impressa e de toda a sociedade se voltam para aquele caso. Foi o que aconteceu com esse assunto da Isabella. Parece que a impressa abafou todos as outras matérias; e a dengue, como anda? E a mãe que jogou o filho na Lagoa da Pampulha em MG, vai ficar com a menina?...
Realmente você tem razão, enquanto todos se voltam para um só assunto, a maioria dos assassinos continuam soltos a praticar mais crimes bárbaros.
Parabéns pelo texto.
Grande abraço!

Breiller disse...

Ótimas ponderações.

Parece que só agora a imprensa se tocou que o casal pode ser inocente. O que se via no começo era uma tentativa muito grande por parte dos jornais de achar um culpado para a história.

Mas acaba que isso não é uma falha só da imprensa. Depois de tantos casos de impunidade, o Brasil sempre tem uma ânsia, seja na vida cotidiana ou no próprio futebol.

Pior é que o jogador vaiado ou o assassino de hoje, podem ser o herói ou o inocente de amanhã. Pergunta se alguém vai lá se desculpar com eles...

Talvez é por isso que dizem que o futebol explica o mundo.

Sika disse...

No calor da fatalidade e ante a inércia de tantos outros casos, a grosso modo, um culpado deveria surgir, mas a preço ? Não digo somente neste caso, mas em tantos outros.... quem não se lembra do caso de uma criança que foi assediada pelo dono da escola onde estudava e depois diante das evidências tão condenatórias como um veredito de um juri, restou-se provado que nada havia acontecido ....
Essas acusações, provas, evidencias, cada um que denomime como quiser, ao longo de cada etapa das investigações, tornaram-se infundadas, refutáveis e por que não dizer até mesmo inverídicas.... É preciso agir com cautela.

Euzer Lopes disse...

Eu vou ser sincero com você:
Esta história já está enchendo o saco...
Claro que a morte de uma criança, por si só, já mexe com o coração da gente.
Da maneira como ela morreu, mexe muito mais.
Só que o destaque dado a essa morte, assim como a de João Hélio no ano passado, foi pelo fato de ser um crime dentro de uma família tida como "classe média", de boa instrução.
Será que esse é o diferencial? Será que ainda existe gente que se surpreende com um crime na "classe A/B"?
Quantas crianças foram mortas na favela só esta semana? Isso foi notícia? Por que isso não importa?
Importaria se essa criança da favela tivesse sido assassinada por um juiz, por um diretor de alguma corporação multi nacional, talvez.
O que uma pessoa precisa para ser criminosa não é (a falta de) dinheiro, é oportunidade.

Bruna Presmic disse...

Nem sortudo se livra aqui no Rio, azarado então_hahahh

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Bjokas